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A distância que o amor destrói (FINAL)

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3º Capítulo

Matheus chega em casa só no dia seguinte. Ligara para o pai para dizer que ia dormir fora e, ao chegar, com uma outra roupa que Priscila tinha mandado um dos criados comprar, pois sua camisa tinha sido parcialmente destruída, o pai lhe pergunta aonde tinha passado a noite. Matheus que mantinha um relacionamento muito aberto e franco com o pai, conta-lhe que tinha conhecido uma moça no colégio, e eles tinham passado a noite juntos, na casa dela, cujos pais estavam fora. O pai pergunta se ele tinha usado preservativo, e ele fala que não. Que não tinha dado tempo. O pai preocupa-se, mas já estava atrasado, e diz a Matheus que conversariam à noite, e que ele não saísse de casa ao voltar do colégio.

Matheus troca de roupa e vai para o colégio. Já tinha perdido a primeira aula. Priscila não está na sala. Ele senta nos fundos da sala como sempre. O namorado dela também não estava. Ele fica preocupado com o que poderia estar acontecendo, mas assiste às aulas normalmente. Após a última aula, volta para casa e fica estudando para não ficar pensando besteiras. Seu telefone toca. Era Rebecca novamente. Ele não atende. Já tinha mais de cem ligações dela não atendidas. Depois toca outra vez. Era Priscila. Ele atende e ela o convida para ir até a casa dela. Mandaria um motorista ir busca-lo. Ele diz que não podia, pois precisava estudar, e seu pai pedira para ele não sair até ele chegar, pois queria conversar sobre a noite anterior. Ela então lhe pergunta sobre o que ele tinha falado para o pai. Ao revelar para Priscila, que tinha falado tudo para o pai, ela fica indignada e desliga o telefone.

Rebecca ferida e abandonada, rejeitada. Priscila indignada, frustrada. O pai preocupado, atarefado. Ele no meio deste turbilhão. O que fazer? Será que Priscila poderia estar grávida? Ele só tinha 16 anos. Não podia criar um filho se nem concluíra ainda o ensino médio.

Dois meses se passaram. Matheus estava desesperado com a notícia que Priscila lhe dera naquela manhã no colégio. Estava grávida. Matheus disse que não era dele. Ela estava se relacionando com Felipe e com certeza o filho era dele. Mas, no fundo, sabia que era seu, aquele filho que se desenvolvia na barriga de Priscila. Ela lhe disse que ia fazer o exame de DNA, e provaria que o filho era dele e não de Felipe. Não havia como o filho ser de Felipe, pois há mais de 2 meses antes daquela manhã  louca, que eles não transavam.E ela tinha menstuado há pouco mais de 15 dias antes daquele encontro. Não havia a mínima possibilidade do filho ser de Felipe.

No dia seguinte, o pai de Felipe encontra o filho pendurando numa corda amarrada no teto do seu quarto.

F I M
Alberto Valença Lima
Enviado por Alberto Valença Lima em 14/04/2018
Código do texto: T6308532
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Alberto Valença Lima
Recife - Pernambuco - Brasil, 68 anos
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Alberto Valença Lima

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