Mariinha Mota

Mariinha Mota é detentora de grande número de prêmios em poesia e prosa, nacionais e internacionais. Foi eleita pela revista belga "Poemas" para o seu "Tableau D'Honneur - 1982", como uma das seis intelectuais brasileiras de maior renome internacional. Publicou diversas obras, muitos trabalhos traduzidos para o francês, inglês, espanhol e grego. São composições de sua lavra: Ascese (sonetos), Ascetério (poemas), Acendalhas (poesias infantis), Vida Afora (trovas), Per Viam Vitae (trovas), Três Artistas Baipendianos (biografias), Res Non Verba (crônicas), Filipe II e sua História (romance) e Bárbara Heliodora e a Inconfidência (estudo histórico).

O nome de Mariinha Mota figura nas seguintes antologias: Trovadores do Vale, Crônicas de Barra Mansa, Poetas Valeparaibanos, Roteiro Biobibliográfico da Poesia Feminina no Brasil, Anuário de Coletânea de Trovas Brasileiras - 1978 e 1979, Poetas do Brasil - 1977, 1978 e 1979, A Trova no Brasil, Escritores do Brasil - 1978 e 1979, Coletânea de Contos e Poesia e Dicionário Conciso de Autores Brasileiros. Pertence a diversas associações culturais: Academia de Letras do Vale do Paraíba, cadeira número 27, patronímica de José de Anchieta; Academia de Letras de Uruguaiana, Academia Internacional de Letras "Três Fronteiras" (Brasil, Argentina e Uruguai), Academia de Letras da Fronteira Sudoeste do Rio Grande do Sul, Academia de Trovadores da Fronteira Sudoeste do Rio Grande do Sul, Associação Uruguaianense de Escritores e Editores, Academia Internacional de Heráldica e Genealogia, Academia Internacional de Ciências Humanísticas e Instituto Histórico e Geográfico de Uruguaiana. É, ainda, detentora das seguintes láureas: onze medalhas de ouro e prata e inúmeros diplomas conquistados em concursos de declamação no Vale do Paraíba e Sul de Minas, diploma de Honra ao Mérito do Instituto Histórico e Geográfico de Uruguaiana, diploma e medalha "Mérito Cultural - 1978" da Federação de Academias do Sul do País, diploma e medalha "Mérito Cultural - 1979", da Academia de Trovadores da Fronteira Sudoeste do Rio Grande do Sul e Troféu Evangelina Cavalcanti - Recife, Pernambuco.

 

A seu respeito, escreveu Maria Auxiliadora Vieira, a primogênita

"Minha Mãe, apesar de seus inúmeros títulos e prêmios, sempre considerou, como expressão máxima de sua missão na terra, cuidar das crianças, carentes ou não, que eram colocadas aos seus cuidados, como professora primária. Formada em Pedagogia e Letras - inglês e português - nos seus últimos anos de magistério atuou como professora de segundo grau. Afirmava, contudo, que sua maior satisfação profissional acontecera entre as crianças do Grupo Escolar "Antônio João", onde labutara toda a sua vida. Meu maior orgulho, em relação a minha mãe querida, não se deve às honrarias e distinções obtidas, mas ao seu trabalho anônimo e fecundo como professora primária. Se todas as pessoas executassem suas tarefas com a mesma dedicação e seriedade, o nosso país seria melhor. Não são os prêmios que constroem mas o trabalho persistente e honesto do dia a dia. Isso eu aprendi com ela, sem que precisasse falar - apenas atuando no seu cotidiano. Mamãe, este o seu maior destaque: ter contribuído para a formação e educação de cidadãos brasileiros. Dona Mariinha, que Deus a abençoe. Sua filha, Maria Auxiliadora."

 

A seu respeito, escreveu Sílvia Mota, a segunda filha
 
"Mamãe,

Ainda jovem escrevi, em tua homenagem, um poema, do qual não me recordo, com precisão, os versos... Lembro-me, apenas, ter construído, a partir da pureza adolescente, uma declaração de amor ao sentimento de amor extravasado, continuamente, através dos teus poros. Exaltei-te a face, o sorriso, as palavras... e tudo quanto exsurgia diante dos meus olhos a se plantar robusto na minh'alma... Por esse poema, colhi um prêmio oferecido aos jovens estudantes da região. Mas, pergunto-me, se foi a cadência poética ou o amor ali descrito, a verdadeira razão daquela vitória... Em realidade, isso pouco importa, agora, não obstante interesse que sobrevivam, insignes, o amor, o respeito e a admiração ali descritos, arraigados na minha vida. Mamãe, ao invés de tão somente construíres morada no meu coração, dele fizeste domicílio eterno e inextinguível... Ao meu pensar, diviso serem as estrelas das noites ineptas para enunciar tuas bondades; as águas dos oceanos insuficientes para asfixiar tua fé inquebrantável e as montanhas que ladeiam nossas terras, quedam-se anemizadas, ante o verdor da esperança, contagiante, expressada nos teus gestos de patriotismo. Ao pensar em ti, minha Mãe, confundo-te gata e leoa, mansa e feroz, no carinho ou defesa dos teus filhotes... Ao ambicionar ser exemplo do que és, Mãe poeta, perco-me nas raias do simples arremedo - tão grandiosa és - e, ao ensejo de ser educadora, arruíno-me num confronto às palavras, pois não cultivei a abnegação e a benevolência naturais das tuas atitudes. Ao cobiçar ser espelho de ti, Mãe amante atraente, não ultrapasso a falível paixão e, ao desejar ser pura, só consigo despertar os prazeres da carne mais profundos. Não me foi exequível, até o momento, desenovelar os limites da minha incapacidade de ser assim - cabalmente humana - da forma como és, minha Mãe! Engraçado... ainda hoje, estorvo-me, ao procurar vocábulos ou expressões suficientes para definir-te e, neste momento de inaptidão reconhecida, restrinjo-me a ser a menina-moça de outrora, quando encerrou assim o seu poema: "Minha Mãe é o ser imarcescível que eu descrevo nestas simples linhas. Seu amor é tão grande, imensurável, que já não cabe nestas frases minhas." Felicidades, mamãe!!! Um beijo carinhoso da filha, Sílvia Mota.

Homenagem realizada no Dia das Mães, 13 de maio de 2001, quando a mente fabulosa da minha mamãe (hoje perdida aos sonhos e pesadelos, quem sabe?) ainda conseguia reconhecer em mim sua segunda filha.
Notas: Nada, nenhum título ou prêmio (e não foram poucos!) fez com que mamãe deixasse de ser mulher simples, devotada ao seu primeiro e único amor, mãe extremada, patriota em essência e professora primária ativa na missão de transformar os pequeninos seres que se colocavam aos seus cuidados, em cidadãos conscientes dos seus deveres. Em homenagem à minha Mãe - Mariinha Mota - cultivo apaixonadamente minha essência poética, dedicando-lhe quaisquer atividades que venha a desenvolver e quaisquer vitórias que mereça ostentar nesta seara."

 

Uma vida cantada em cordel

CAVALCANTE, Rodolfo Coelho. Mariinha Mota: Poetisa Brasileira e o seu Exemplo de Amor, Humildade e Cultura. Literatura de Cordel n. 1647

Mariinha_Mota_Literatura_de_Cordel_n_1647_Rodolfo_Coelho_Cavalcante.pdf
 

Blogs e páginas na Internet, sobre a vida de Mariinha Mota

Blog da poeta e escritora Mariinha Mota criado e administrado por sua filha Sílvia Mota
http://mariinhamotapoeta.blogspot.com

Blog no Portal Poetas e Escritores do Amor e da Paz (PEAPAZ)
http://peapaz.ning.com/profile/MariinhaMota?xg_source=profiles_featuredList

Página no Site Maux Home Page: Recanto de Beleza e de Poesia
http://www.mauxhomepage.net/desenterrandoversos/meuspoetasqueridos/mariinhamota.htm

 

Alguns diplomas recebidos
 





























































Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Enviado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 01/09/2016
Reeditado em 12/06/2018
Código do texto: T5747536
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2016. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.