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Os xavantes são um grupo indígena que habita o leste do estado brasileiro do Mato Grosso, mais precisamente nas reservas indígenas de Areões, Marechal Rondon, Parabubure, Pimentel Barbosa, São Marcos, Áreas Indígenas Areões I, Areões II, Maraiwatsede, Sangradouro/Volta Grande, Terras Indígenas Chão Preto, Ubawawe, bem como o Noroeste de Goiás, nas Colônias Indígenas Carretão I e Carretão II.

Atualmente, sua população é composta de 7.100 pessoas. Sua língua é o aqüem do tronco lingüístico macro-jê e tinham como atividade predominante, até a segunda metade do século XX, a caça, a pesca e a coleta de frutos e palmeiras.

A tradição desse povo permanece viva, e praticam a cerimônia de Furação da Orelha. Acontece a cada cinco anos quando os meninos que ficaram reclusos na casa dos solteiros completam seu aprendizado dos princípios da tradição.

Os Xavantes têm uma organização supostamente dualista e essa percepção da vida como um todo divide tudo permanentemente em metades opostas e complementares, mas há outras formas de divisão coletiva e organização das relações como em trios ou quadras. Esta é a chave da cultura dos xavantes.

Houve tentativas de integração com a sociedade nacional em meados do século XIX, mas optaram por distanciar-se migrando, entre 1830 e 1860, em direção ao atual estado do Mato Grosso, onde viveram sem serem intensivamente assediados até a década de 30 do século passado.

Entre suas práticas esportivas estão a "corrida de tora de buriti", denominada de uiwede, uma corrida de revezamento em que duas equipes de gerações diferentes correm cerca de 8 km, passando um tora de palmeira de buriti de cerca de 80 kg de um ombro para o outro até chegarem ao pátio da aldeia.