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Perfil

Descobri a poesia aos 13 anos e escrevi grande parte de meus poemas na adolescência. Foi uma fase de descobertas quando comecei a escrever meus primeiros poemas. Racionalizava e me censurava menos para escrever e dizer o que me vinha à mente. A poesia brotava como uma pulsão, por onde cada novo poema se apresentava como um símbolo. Hoje penso em escrever sobre a poesia diária da vida, sobre essa transição em que se apresenta o mundo, estando entre o efêmero e o eterno; entre a duração e o instante; o instante poético como a experiência do amor perante o mundo. Isso me fez pensar e escrever quando tive a experiência de ver, em uma praça, perante o caos de uma grande cidade, um cachorro e um mendigo dormindo abraçados em pleno sol poente. Eles estavam juntos como numa espécie de amor moribundo. Aquilo era um instante poético tão verdadeiro e singelo, como num verso de calor do sol da tarde, por onde a vida brota de suas maiores inclinações. “A poesia se faz na beleza da simplicidade do instante de recanto poético”. Ali seria o lugar onde terminam as nossas ideias mais relutantes e começam nossos sentimentos mais sutis. Os instantes poéticos são carregados de sentimentos, mas a pressa do olhar destrói a oportunidade de o espectador ver essas belas cenas que se apresentam junto ao mundo.
( Fernando Henrique Santos Sanches) 
 
 O Poeta das almas 



O corpo é a imaginação da alma,
o lugar da palavra
que marca o espaço
onde se escreve
o desejo.  

O corpo é a imagem-sonho
por isso só posso vê-lo
no espelho  
da lembrança. 


 

Fernando Henrique Santos Sanches