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Sobre a autora
Sandra Rosa
Contagem - Minas Gerais - Brasil, 49 anos
311 textos (31182 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/08/19 01:56)
Sandra Rosa

Textos do autor
Perfil

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Gosto muito de ler, ouvir música, cinema, teatro e chocolate!

Não passo um dia sem ler...
Música, meu maior prazer...
Cinema e teatro, sempre que posso...
Chocolate, um vício insaciável...


E de quando em vez escrevo....


Sempre gostei muito de poesia, não é a toa que cursei Letras na faculdade, com ênfase em Espanõl e literaturas Portuguesa e Española, nesta época foi que a poesia ficou ainda mais presente
e viva em minha vida.

Quando eu conheci este espaço   "Recanto das Letras"..... 

Ahhhh!    Aí então eu me encontrei entre prosas e versos... rsrsrs





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Um poeta que  marcou toda a minha adolescência e tem
uma verve mais lúgubre e cheia de conhecimento de mundo.



 
Augusto dos Anjos

 
 
 
Ao  Luar


Quando, à noite, o Infinito se levanta
A luz do luar, pelos caminhos quedos
Minha táctil intensidade é tanta
Que eu sinto a alma do Cosmos nos meus dedos!
Quebro a custódia dos sentidos tredos
E a minha mão, dona, por fim, de quanta
Grandeza o Orbe estrangula em seus segredos,
Todas as coisas íntimas suplanta!
Penetro, agarro, ausculto, apreendo, invado,
Nos paroxismos da hiperestesia,
O Infinitésimo e o Indeterminado…
Transponho ousadamente o átomo rude
E, transmudado em rutilância fria,
Encho o Espaço com a minha plenitude!
 


 
Solitário


Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!
Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos conforta…
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!
Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
-Velho caixão a carregar destroços-
Levando apenas na tumbal carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!


Augusto dos Anjos




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Este  é  outro  poeta,  com  outra  verve,
que marcou  minha adolescência romântica e
carrego comigo seus versos para além do infinito.



 Sinta o poema na música do saudoso


Vinícius de Moraes


(trecho)


       " A   felicidade "

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor



" Soneto de Fidelidade"


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Vinicius de Moraes



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Vinícius é minha grande fonte de inspiração.




 
Eu...
Sou rosa
perfumada e delicada
mas, também tenho espinhos...



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Sobre a Sandra Rosa Madalena


Muitos aqui brincam e perguntam sobre isto... rsrsrsr


Quando eu era bem moleca e tinha uns oito anos, este hit
do  Sidney Magal  foi  um  fenômeno  em  todo  o  país,
aliás ele é lembrado até hoje por esta música específica...

Então... era só eu botar o pé na rua e não dava outra:


Lá vem a cigana Sandra Rosa Madalena ....


Não tinha como não marcar esta época da minha vida,

E cá entre nós, uma questão de Ego.....

Eu adorava!!!    kkkkkkkkk




Entonces.....


¡Hasta la vista!





 


Última atualização em 20/08/19 01:56