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OS MESTRES SÃO O ROMPER DOS NÓS

OS MESTRES SÃO O ROMPER DOS NÓS

A história humana, desde quando a registramos, está a nos brindar com os exemplos que seguimos, na sapiência dos que nos dedicaram suas breves existências a observar, analisar, degustar ou se imergir no que nem seriam o seu querer almejado, mas voltado ao aprender, acumulando no seu ser o que não podia dispor numa tábua ou num papiro, ou num couro, num velocino, demonstrando o viver.

Foram Mestres, ou rabinos, mas tutores no ensino, preparando os meninos para o mundo perceber. E ao perceber o cimo das montanhas a percorrer, nas cordilheiras do destino que construímos pra viver, nos deparamos com um sino a badalar notas e sons, que anunciam o rompimento dos nós do agave górdio.

E esses laços matutinos, que nos prendem a rituais, nos embalam para o vespertino, com a estrela a dar sinais, de que bem antes do dia findo, aprenderemos a desatar os nós que impedem o destino da noite adentro a perpetrar, o que não somos ou que queremos pras nossas sombras e digitais, que deixaremos marcadas no limbo para um dia se decifrar o que há de profundo no ensino, que nos preparam para sermos diferentes entre iguais.

E assim surgiram os Aristóteles, os Sênecas e os demais, como escribas de nossas almas, a nos moldar com o melhor barro das argilas imortais, forjando as civilizações pelos meninos que cresceriam como sequoias ou carvalhos, ou baobás de fracos galhos, mas todas árvores dos sérios exemplos que as fazem milenares e atuais.

E vai o mestre em seu ofício, como uma agulha de seringa num orifício, a injetar vitaminas e sais, que vão nutrir as nossas veias, os nossos meios de adentrar no furacão, buscando o olho de todos os ventos que giram como um turbilhão, mas que ao destruir o que encontra, faz como toda tempestade, que une o céu e a terra pelo estrondo do trovão, que lança raios e energia, transformando o sertão, de sêca longa em vida abrupta, que nos alimenta e afugenta o sofrimento de quem não mais aguenta viver sem nem mesmo na mesa ter o pão, com que afugenta a fome e se prepara para o destino que construímos desde então.

Louvar os mestres, ou os tutores, que nos ensinam desde que existimos, pra enfrentar nossos destinos, é desejar pra nossos filhos o melhor jeito de enfrentarem os seus anseios de vida e arte, seja aqui ou mesmo em Marte, montando em foguetes de toda sorte, ou pelejando os cometas que só demarcam a grandeza do espaço e vão sem as barreiras de um laço, marcando os caminhos com seus rastros de luz e beleza, se deixando admirar.

Publicado no Facebook em 11/06/2018
Poeta Braga Costa
Enviado por Poeta Braga Costa em 05/04/2020
Código do texto: T6907179
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Poeta Braga Costa
Jequié - Bahia - Brasil, 56 anos
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Poeta Braga Costa

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