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CONSIDERAÇÕES SOBRE IDIOTIA, A PARTIR DE BERTRAND HUSSELL.

CONSIDERAÇÕES SOBRE IDIOTIA, A PARTIR DE BERTRAND HUSSELL.

Hussell, que foi um filósofo inglês e nascido sob o signo de touro, viveu 97 anos solares, entre os séculos XIX e XX, e num de seus pensamentos publicados disse que "Os homens nascem ignorantes e não idiotas. Eles se tornam idiotas pela educação!".

Não tenho a pretensão de duvidar ou corrigir, mas creio que os atuais conceitos de antropologia nos levam a ampliar tal pensamento, incluindo que eles se tornam idiotas pela cultura herdada ou adquirida, associada ao tipo de educação que lhe foi oferecida, pois tudo depende do meio em que estamos.

Assim, seremos candidatos natos à idiotia, uns mais propensos do que outros, mas todos idiotas, até que despertemos dessa hipnose doentia, que é a doutrinação sem questionamentos, passiva e servil.

Seremos ainda idiotas, se não observamos todas as variáveis. Entendermos a origem dos papiros e dos pincéis que serão usados e quem os usarão, é fundamental para pormos fim ao ciclo de idiotização que é perpetuado pelos que se locupletam daqueles que já foram doutrinariamente mantidos ignorantes, mas que estão sem o direito de optar, que é natural ao ignorante, quando se depara com a necessidade de opção entre duas ou mais portas a se abrir no seu caminhar, por já estar totalmente sob a síndrome da idiotia e não poder mais opinar, e sim cumprir o que lhe fora doutrinado.

A passividade e a servidão são exemplos naturais de uma educação adquirida sem o vírus necessário do questionar o que é, o por quê é e o pra quê é?

O nascer ignorante é o princípio da nudez, onde nascemos despidos de tudo, seja de bens materiais ou de conhecimento, nos sendo dado apenas uma fração dos instintos naturais, que são bem mais evidentes e rapidamente praticados por outras espécies animais.

E essa ignorância é pura, até que seja contaminada pela influência da educação e da cultura que lhe cerca e lhe molda, tornando-o tolo ou sagaz, senhor de seus neurônios ou apenas uma ferramenta ou engrenagem na máquina que já tem dono.

É preciso que avancemos como ser questionador e não apenas instintivo. Que busquemos aprender com objetivos claros, pautados principalmente no respeito à vida individual e coletiva. Mas nunca devemos ir a qualquer lugar simplesmente porque precisamos andar ou exercitar os nossos músculos.

Afinal, quando nos deparamos com uma caixa de encomenda, é certo que queiramos saber o que ela contém? porquê ela contém? e pra quê ela contém? Senão, qual a razão em recebermos uma encomenda? Para quê então nos deixamos doutrinar? Qual será a intenção do doutrinador?

O mundo terrestre é o paraíso idealizado desde os tempos bíblicos ou até bem antes, mas é preciso que seja lavado e livrado de suas chagas de ganância e poder, pois desde que o homem desdenhou da prática do escambo e achou um meio de se apropriar do momento de ignorância natural de cada ser, inoculando seus ardis e presunções através da educação institucionalizada de grupos ou indivíduos, que encontramos o homem escravizando o próprio semelhante.

Viver é ter esperança! E não é justo que, tendo tanta beleza e riqueza no mundo, tenhamos que sugar a alma de outros iguais, tirar suas seivas de vida e idéias, suas soluções e projetos, contaminando com idiotia a todos, como se sujeitos a uma pandemia que precisa ser estancada, para que a vida seja marcada pela alegria do existir, nos dando objetivos possíveis e plausíveis para a nossa felicidade se tornar predominante e não apenas ocorrer em furtivos momentos.

Postado no Facebook em 22/05/2018
Poeta Braga Costa
Enviado por Poeta Braga Costa em 04/04/2020
Código do texto: T6906751
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Poeta Braga Costa
Jequié - Bahia - Brasil, 56 anos
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