COLO DE MÃE
Vem almoçar menino,
Assertivamente chamava!
A voz tinha tom divino.
Atendi a suave brava.
Atendi a suave brava.
Prato cheio de saudade!
No colo, acomodava
Suas crias com suavidade.
Suas crias com suavidade,
Em calorosos abraços
Afaga a felicidade,
Delimitando seus laços.
Delimitando seus laços,
Que o tempo não desfaz.
Ao final, em seus cansaços...
Que a senilidade traz.
Que a senilidade traz,
Um arrastar de correntes,
Exaltando construída paz.
Pois nunca nos fez ausentes.
Pois nunca nos fez ausentes,
Assim posto nosso destino,
Nos semeando sementes...
Vem almoçar, menino.
(Colar de trovas)