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“A possibilidade não é um luxo.
Ela é tão crucial quanto o pão.”  
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         Mulheres Que Honram o Rolê: Judith Butler
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Judith Butler (1956/..)
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É uma renomada filósofa com uma grande produção acadêmica pós-estruturalista estadunidense natural de Clevelândia, Ohio. Renomada nos chamados estudos sobre gênero. Diferentemente do que é propagado, ela não é a criadora dos estudos sobre gênero. Estes estudos tiveram seu início com “Sexo e Temperamento” de Margaret Mead, de 1935. Observe que a autora ainda utiliza a categoria (palavra) sexo ao invés de gênero. Apesar disso, o livro é um marco nos estudos realizados sobre gênero e sexualidade.É uma das principais teóricas da questão contemporânea do feminismo, teoria queer, filosofia política e ética. Ela é professora do departamento de retórica e literatura comparada da Universidade da Califórnia em Berkeley. Descendente de família judaica, ela estudou na escola hebraica, recebendo educação sobre ética judaica. Na escola, deixava os rabinos putos, porque discutia muito em sala e não se comportava. Recebeu o diploma de filosofia em Yale em 1978, e seu doutorado em 1984, que versava sobre o estudo de gênero. Lecionou em algumas universidades, até chegar em Berkeley no ano de 1993, onde leciona e pesquisa até hoje. É considerada uma filósofa pós-estruturalista, com contribuições para os campos do feminismo, teoria queer, filosofia política e ética. Entre seus trabalhos mais recentes há um foco em críticas aos sionistas e à violência do  Estado de Israel. A vinda da filósofa estadunidense Judith Butler ao Brasil incomodou certos setores da sociedade, ao ponto de serem criados no Facebook eventos pedindo a sua saída do país. Os mesmos grupos conservadores que promovem os projetos de lei da “Escola sem Partido” e que tentam censurar colégios, museus e exposições. Houve protestos contra e a favor da presença da acadêmica, no Sesc Pompeia. No ato pessoas atearam fogo em uma boneca gritando “queimem a bruxa”. Os estudos de gênero contemporâneos, como os de Judith e os de Joan Scott, demonstram e reiteram as diferenças existentes entre as pessoas. Não se trata da ideia preconceituosa sobre ideologia como algo desprendido da realidade, estratosférico e que tenta dar um sentido para a realidade que não existe nela mesma. Ora, sabemos que há diferenças. Isso é tangível. Visível. As pessoas que querem censurar Judith são as mesmas que querem fechar os olhos para essa realidade – a de que existem pessoas diferentes, que não se encaixam no binômio masculino/feminino e que não se identificam com o sexo de nascimento. A grande preocupação dos movimentos LGBTQ+ e das teóricas que versam sobre a temática de gênero e sexualidade, não é imprimir de forma ditatorial um modo de vida para as pessoas, é mostrar que o diferente existe e que é importante coexistir. Viver em conjunto. Judith não quer destruir determinado modo de vida, muito menos a heterossexualidade. Sua obra pretende mostrar este outro lado, que é apagado. Censurado. Pessoas que são invisibilizadas e apagadas sistematicamente. Desumanizadas. Tudo isso em um país como o Brasil que é campeão internacional no número de mortes de pessoas transsexuais. Fechar os olhos para essa realidade é uma ato de crueldade. Judith veio ao Brasil para falar sobre seu livro – “ Caminhos Divergentes, Judaicidade e Crítica do Sionismo”. A autora se debruça nele na crise que se instaurou no Oriente Médio, na relação de Israel com seus vizinhos e com os povos palestinos. Judith Butler, uma teórica de gênero, das relações políticas que o Estado de Israel assume. A filósofa incomoda justamente por questionar o status quo, de que o sexo de nascimento está ligado ao gênero que a pessoa tem que assumir. Ora, sabemos que não é assim que ocorre. Gênero, sexo e orientação sexual são coisas diferentes.
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A TROVA DO DIA - CCCLVII

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 "TRILHOS
Para que servem aquelas pedras nos trilhos do trem?

O amor que deseja amor,
Nunca perde o seu brilho,
É trem que nunca desviou,
E que não saiu dos trilhos.
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N.A.: "A TROVA DO DIA" é um projeto de publicação em série de quadras poéticas de minha autoria por tempo indeterminado. Apesar de não ser considerado pelas regras literárias, as minhas trovas são identificadas por títulos e algumas delas não obedecem as sete sílabas por estrofe. No entanto, todas terão as rimas e as mensagens como objetivo principal neste trabalho. Na realidade, nessas apresentações, os meus textos deveriam ser classificados como "quadras poéticas", mas preferi identificar o meu projeto com títulos e não com números, como seria o caso. 
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Abraços
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Interações (meus agradecimentos):

05/04/20 14:14 - Joselita Alves Lins
Amor bom é o recíproco.
Se tu me amas e eu te amo,
nosso amor não corre risco.
E sendo assim, eu aclamo! 
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06/04/20 09:31 - Luzia Avellar
E nesses trilhos, caminhos
onde a amor faz sua viagem
nós nunca estamos sozinhos
pois faz ecos,traz coragem.
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06/04/20 12:44 - Antônio Souza
O amor que é correspondido
É semente que bem prospera
Anima a vida em todo sentido
Toda dificuldade ele supera. 
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06/04/20 23:26 - Francisco Luiz Mendes
Pois quem ama quer amor
Para amar e ser amado,
Seja lá em que tempo for,
Mais o amor é desejado.
Quanto mais amor e dá,
Mais amor receberá,
Então, tudo é superado.
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POETA OLAVO
Enviado por POETA OLAVO em 04/04/2020
Reeditado em 07/04/2020
Código do texto: T6906793
Classificação de conteúdo: seguro