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"A palavra é a única coisa que pode
nos salvar de nós mesmos."
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Carola Saavedra  (1973-..)
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É uma escritora, romancista, contista e tradutora chilena natural de Santiago. Aos 3 anos de idade, muda-se com a família para o Brasil, fixando-se no Rio de Janeiro. Na infância e na adolescência estuda em um colégio alemão. Na década de 1990, após se formar em jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), transfere-se para a Europa, morando na Espanha, França e Alemanha, onde conclui mestrado em comunicação social. Trabalha como tradutora de alemão e espanhol. Publica seu primeiro livro em 2005, o volume de contos Do Lado de Fora. Entre 2005 e 2006, publica microcontos no blog Escritoras Suicidas. Seu romance Flores Azuis (2008) recebe o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em 2008. Os romances de Carola Saavedra, Flores Azuis (2008) e Paisagem com Dromedário (2010), são certamente suas obras de maior destaque, apesar de a autora ter também uma contínua produção contística como parte significativa dos escritores de sua geração. No primeiro, a autora elabora uma trama entre A., uma mulher que envia cartas ao amante que a abandonou, e Marcos, homem divorciado com problemas de relacionamento com a filha e que recebe as cartas de A., supostamente por engano. O romance mistura focos narrativos em primeira pessoa - as cartas de A. - e terceira pessoa - a história de Marcos - e encena as dificuldades de contato entre as pessoas em vários níveis. Em seu segundo romance, Carola dá continuidade a algumas questões e procedimentos literários presentes em Flores Azuis. Ambientado em uma ilha, Paisagem com Dromedário é narrado por Erika, artista plástica que registra seus pensamentos e experiências diárias em um gravador. Assim, os capítulos do livro são "transcrições" das gravações de Erika nas quais, além de ruídos e intervenções exteriores, surgem os dilemas do triângulo amoroso com outros dois artistas, Alex e Karen. Percebe-se que tanto as cartas de A. quanto as gravações de Erika simulam uma narrativa confessional que coloca o leitor como interlocutor e abordam dilemas contemporâneos como o isolamento do sujeito e as tensões nos relacionamentos. Foi autora convidada da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) em 2010. Prémio APCA de melhor romance, 2008, por Flores azuis. Prêmio Rachel de Queiroz, categoria jovem autor, 2010, por Paisagem com dromedário. Ficou entre os finalistas dos prêmios São Paulo de Literatura e Jabuti. Seus livros estão traduzidos para o inglês, francês, espanhol e alemão. Está entre os vinte melhores jovens escritores brasileiros escolhidos pela revista Granta.
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A TROVA DO DIA - CCLVII

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  "FARO"
Z

Até distante eu sinto você,
Pareço até cão farejador,
O seu cheiro alerta o prazer,
Do seu corpo fazendo amor.
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N.A.: "A TROVA DO DIA" é um projeto de publicação em série de quadras poéticas de minha autoria por tempo indeterminado. Maiores informações a respeito constam das sete primeiras publicações.
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Abraços
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Interações (meus agradecimentos)

26/12/19 07:05 - Joselita Alves Lins
O teu cheiro me revela
a hora que estás vindo,
do palácio ou da favela,
vou te receber sorrindo.
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26/12/19 08:48 - Antônio Souza
Farejar tem sido meu prazer
Desde que te fostes de mim
Em tudo sinto que vou te ver
Porém vejo que chegou o fim.  
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26/12/19 19:16 - Cleir
Tens o cheiro de uma flor
Orvalhada no jardim
É perfume de amor
Quando estás juntinho a mim.
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29/12/19 19:50 - Maria Augusta da Silva Caliari
Teu cheiro me leva ao desatino
Despertando o meu desejo, Senhor
Fazendo de mim indiscreta menina
Alucinada com teu aroma sedutor!
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POETA OLAVO
Enviado por POETA OLAVO em 26/12/2019
Reeditado em 21/01/2020
Código do texto: T6826980
Classificação de conteúdo: seguro