Onde nos esquecemos que o verbo é AMAR e o sujeito é DEUS?

                         Por vezes, talvez por inobservância do ato de concatenar os ensinamentos do evangelho cristão, evangelho da doutrina espírita e outras obras de iguais teor, algumas pessoas tendem a subestimar a mediunidade de um ou de outro, o intuito deste texto reflexivo, é lançar luz a alguns textos de livros da doutrina espírita e passagens do antigo e novo testamento, para que juntos possamos construir um cenário, em que nos vislumbramos como discípulos e/ou apóstolos de Cristo, mas o mais importante, filhos temorosos de Deus.

                           Jesus nos disse: - aquele que crê em meu Pai, poderá fazer coisas iguais ou melhores das que eu faço!

                     Se pergunta, onde ele disse isso? Em João, capítulo 14, versículo 12: “Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço, e fará outras ainda maiores, porque eu vou para o Pai.”

                   Ainda haverá aquele, que dirá, ele disse aquele que crê em mim, e não em Deus, se focar vosso olhar e entendimento para somente o versículo 12, não estará errado em Vossa interpretação, porém se levantar a atenção para os versículos anteriores, irá se vislumbrar com os versículos 10 e 11.

                        “10 Não acreditas que eu estou no Pai, e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que sempre está comigo pratica suas obras.

                         11 Se não crês que eu estou no Pai, e o Pai está em mim, crede-o ao menos por causa das mesmas obras.”

                        Para não cair em tentativa fustigante de buscar argumentos, a fim de mostrar o sentido da mediação de Jesus nos milagres que ele operou, faço exortação aos milagres dos profetas Elias e Eliseu, o primeiro no século 9 Antes de Cristo e o segundo no século 8 Antes de Cristo, é onde Jesus diz no versículo 11 “...crede-o ao menos por causa das mesmas obras.”

                         Nessa primeira análise não vou explanar os milagres, apenas mensurá-los a seguir:

 

             Os milagres e profecias de Elias:

  1. Com sua capa abriu o rio Jordão (2 Reis 2: 8);
  2. Profetizou uma grande seca (I Reis 17:1; Tg 5:17);
  3. Aumentou o azeite e farinha da viúva (I Reis 17:14, 16);
  4. Deu vida ao filho da viúva (I Reis 17: 21-23);
  5. Destruiu o altar de Baal (I Reis 18: 36-38);
  6. Decretou o fim da seca (I Reis 18: 42,45);
  7. Ungiu Eliseu profeta em seu lugar (I Reis 19: 16);
  8. Desarmou os siros diante de Israel (I Reis 20:28);
  9. Lavrou a sentença do rei Acabe (I Reis 21:19, 20);
  10. Profetizou a sentença de Jezabel (I Reis 21:23);
  11. A morte de Acazias (II Reis 1:3, 4,6);
  12. 102 homens são consumidos pelo fogo (II Reis 1:10, 12);
  13. Profetizou a ruína e morte de Jorão rei de Judá (II Cr 21:12-20).

 

            Os milagres e profecias de Eliseu:

  1. Abriu o rio Jordão (II Reis 2:14);
  2. Sarou as águas de Jericó (II Reis 2:22-23);
  3. 42 adolescentes despedaçados por duas ursas (II Reis 23,24);
  4. Providenciou água a três Reis (II Reis 3:15, 16,20);
  5. Aumentou o azeite da viúva (II Reis 4:6, 7);
  6. O filho da sunamita (II Reis 4:14, 16,17);
  7. Ressuscitou o menino (II Reis 4:19, 35);
  8. Tirou a morte da panela (II Reis 4:41);
  9. A multiplicação dos pães (II Reis 4:42-44);
  10. Curou Naamã da lepra (II Reis 5:14);
  11. Colocou lepra em Geazi, seu auxiliar (II Reis 5:27);
  12. Fez nadar um machado (II Reis 6:6, 7);
  13. Revelou ao rei de Israel o esconderijo dos siros (II Reis 6:9, 12);
  14. Deu visão espiritual a Geazi (II Reis 6:17);
  15. Cegou o siros (II Reis 6:18);
  16. Tornou a devolver-lhes a visão (II Reis 6:20);
  17. Livrou-se da morte por revelação divina (II Reis 6:31, 32);
  18. Previu alimentação ao povo de Samaria (II Reis 7:1, 18);
  19. Sentenciou Benadade à morte (II Reis 8:10, 15);
  20. Profetizou o mal que Hazael faria a Israel (II Reis 8:12; 10:32);
  21. A unção de Jeú a rei (II Reis 9:1-3,6);
  22. A vitória de Jeoás (II Reis 13:17, 19,25);
  23. Sentenciou a morte de um capitão (II Reis 7:2, 19,20);
  24. Anunciou uma seca por sete anos (II Reis 8:1);
  25. A derrota dos moabitas (II Reis 3:18, 24);
  26. Depois de morto ressuscitou um defunto (II Reis 13:21).

                        Ora, se a 800 e 700 anos respectivamente antes de Cristo, dois profetas, apóstolos de Deus, já mediavam ação caridosa de Deus para com seus discípulos, como não entender então o ensinamento de Jesus, que podemos também sermos mediadores de Deus.

                    Por este motivo que após o milagre da multiplicação do pão e do peixe, Jesus questionou os apóstolos, a respeito do que os discípulos pensavam Ele ser, e a resposta fora, que os discípulos após serem alimentados pelo milagre de Jesus, acreditavam ser Ele a ressureição de Elias, João Batista ou um dos profetas que o antecederam, e Jesus pede aos seus apóstolos que não desfaçam essa crença, tão obvio o raciocínio de Jesus, não importa em que creias que seja, o que importa é que a ação de Deus através de seus apóstolos e discípulos é sensível àquele que tem a crença na existência eterna e infinita de Deus.

                    Assim também, no livro Obreiros da Vida Eterna, pelo espírito André Luiz, psicografada por Chico Xavier, podemos extrair do capítulo 1, Convite ao bem, relatos de André Luiz, que remete ao mesmo ponto de raciocínio.

                         ”...os ensejos de elevação felicitam todas as criaturas...”

                         “Urgia descer para colaborar com o Mestre do Amor, diminuindo os desastres das quedas morais, amenizando padecimentos, pensando feridas, secando lágrimas, atenuando o mal, e, sobretudo, abrindo horizontes novos à Ciência e à Religião, de modo a desfazer a multimilenária noite da ignorância.”

                    Nas obras psicografadas por Chico Xavier, muitas nos levarão a exercitar a nossa fé, rumo a obediência e respeito a Deus, nos fazendo dignos discípulos buscando o apostolado, quiçá já não somos detentores de tais obrigações, sem mesmo sabermos, como nos lembra o capítulo 10, Levantai os Olhos, do livro Vinha de Luz, pelo espírito Emmanuel, também psicografado por Chico Xavier, do qual destaco os seguintes recortes.

                         “Laborioso serviço de iluminação espiritual requisita o homem. Valiosos conhecimentos reclamam-no a esferas superiores.”

                         “Verdades eternas proclamam que a felicidade não é um mito, que a vida não constitui apenas o curto período de manifestações carnais na Terra, que a paz é tesouro dos filhos de Deus, que a grandeza divina é a maravilhosa destinação das criaturas; no entanto, para receber tão altos dons é indispensável erguer os olhos, elevar o entendimento e santificar os raciocínios.”

                         Nas próximas publicações, entraremos no ambiente dos milagres que Jesus, Elias e Eliseu mediaram em resposta àqueles que clamavam resignados em sua fé.