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TEORIA LITERÁRIA #023: ESTRADÃO ESMERALDINUS

ESTRADÃO ESMERALDINUS é uma composição literária criada pelo Poeta João Bosco Rolim Esmeraldo em 07 de Julho de 2012, semelhante ao UNIVERBUM com estrofação livre, contendo apenas uma palavra ou uma locução pronominal, verbal, adverbial, prepositiva, conjuntiva, interjetiva, adjunto adnominal ou adverbial de dois ou três termos em cada verso.
Rimada livre, podendo ser com ou sem rimas. A combinação rímica e a métrica é a gosto do poeta.

Difere do 
UNIVERBUM no tamanho. O ESTRADÃO é caracterizado pelo número de estrofes igual ou superior a seis. É semelhante a uma longa estrada de versos e estrofes. Daí o seu nome de ESTRADÃO.
 
Enquanto o UNIVERBUM recebe a denominação de acordo com a divisão estrófica, o ESTRADÃO se classifica de acordo o assunto ou à livre escolha do poeta. O número de versos por estrofe pode ser fixo ou variado. seguindo conforme o ritmo e cadência escolhidos pelo poeta.

Exemplo:

Estradão do Nunca Mais:

UM PASSADO SEM FUTURO

Procrastina,
Deixa tudo
Pra depois.
Hoje não!
Amanhã!
Te prometo!
Não prometa
O que nunca
Vai cumprir.
 
Prorastina
Mais u’a vez:
Amanhã,
Quiçá, talvez.
É certeza!
Podes crer!
Deixa disso!
Não sou bobo!
Não me faça
De idiota!
Sendo que amanhã
Finfou...
 
Procratisna...
Hoje não...
Mas amanhã...
É sem talvez...
Vai como nunca...
Dor de cabeça...
Ansiedade...
Incerteza...
Sem, não sei...

Paciência...
Paciência...
Paciência...
 
Paciência,
Até que tenho,
Mas futuro,
Tenho não.
Amanhã
Vou viajar.
Viajar,
Demorar.
Muito tempo!
É muito tempo!
O futuro
Não existe...
É sem futuro...
Somente cinzas...
É só cinzas...
 
Tudo bem!
Tá, meu bem!
Ao voltar
Há desconto!
E mais descontos...
Podes crer...
Vou cumprir...
Podes crer!
Devo essa.
Vou cumprir.
 
Bem se foi...
Alçou vou...
Despencou...
Não pousou...
Explodiu...
Incendiou...
Incinerou...
Não deu mais...
Cinzas deu...
Dó doeu....
Mal chorou...
Desarmou...
Desalmou...
Desamou...
 

Nunca amor...
Só porque
Nunca quis
A ele amar...
Em vez disso
Pra depois
Só deixou...
Procrastinou...

E agora?

E agora?
O que restam
Só de resto
São só cinzas.
De seu amado
Nada resta...

Nada além
De lembranças
De um amor
Tão utópico,
Tão platônico,

Tão real...

Tão real,
Mas deixado
Para trás
Por deixá-lo
Pra depois...
Foi passado
Do real
Pra virtual...
 
E agora?
Só lhe restam
Sol e réstia,
Vagos meros,
Inrisos vultos

Sem futuros,
Sem passado,
De lamentos
Infindáveis
De plangentes
Nunca mais!...

Nunca mais!...

Nunca mais!...
Nunca mais!...

Nunca mais!...

 

Alelos Esmeraldinus
Enviado por Alelos Esmeraldinus em 26/09/2012
Reeditado em 26/09/2012
Código do texto: T3901689
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Alelos Esmeraldinus
Gama - Distrito Federal - Brasil, 95 anos
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Alelos Esmeraldinus