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Teoria Musical #004: Dica - COMO COMPOR UMA MÚSICA 4/4

Teoria Musical #004: Dica - COMO COMPOR UMA MÚSICA 4/4
Bosco Esmeraldo

Composta a melodia como protagonista da música, vamos agora falar dos arranjos.

O arranjo deve ser trabalhado como uma vestimenta para a melodia. Assim como a roupa jamais poderia esconder quem a usa antes, realcar, dar mais beleza, presente a quem a veste, assim mesmo deve ser o arranjo musical. Deve ser como a pitada de sal que traz de volta ao primeiro plano o sabor agridoce das frutas no sorvete o qual foi roubado pelo leite. O arranjo jamais pode roubar a cena, mas deve embelecar e destacar a melodia. 

Certa vez eu estava fazendo um arranjo para uma determinada melodia. De repente, percebi que aquela roupagem tinha 'vida' própria e a melodia passou ao terceiro o quarto plano. Que é que fiz? Em vez de descartar aquele arranjo, o aproveitei como peça a parte e mas tarde a aproveite 100% dela e hoje ela é um rondó, o oitavo movimento de minha única sinfonia "AS BODAS DO CORDEIRO.

O 'backvocal' é dispensável, porém é um ótimo recurso para destacar detalhes da letra, mensagem que se queira massificar. Se não o utilizar com propriedade pode até matar a mensagem que você queira difundir na letra da melodia. Nesse caso, o 'backvocal' não faria falta alguma. Este recurso pode ser usado como segunda vós em intervao de terças acima ou abaixo da melodia bem como em sextas ou quinta. Dá um 'sabor' exótico e especial ao canto. Há os que cantam em uníssono, mas acho um desperdício. A vedete aqui tem que ser a melodia. 

O backvocal dá um toque extra se sabiamente for utilizado em contacanto, quer ecoando a frase ou parte desta, quer como extensão responsiva. Um bom exemplo disto é a canção "ANDANÇA".

O dueto dá um colorido especial à melodia. É como deixar de mascar isopor para saborear um gostoso chocolate suíço. Porém, deve-se tomar cuidado na escolha do intervalo para não matar a melodia. 

O dueto pode ser nos intervalos de segundas ou nonas, terças, quartas, quintas, sextas ou sétimas a depender do acorde. As terças podem maiores ou menores. As quintas podem ser justas, diminutas ou acrescentadas. 

Nunca se esqueça de que é na singeleza que podemos encontrar rara beleza. Na parágrafo falamos de intervalos que por si só merecia capítulos à parte, dado à sua complexidade. O seu uso deve ser feito com moderação e bastante sabedoria para não enfeiar o seu arranjo em vez de o embelezar. 

Os duetos em terças são uma característica das duplas caipiras. Para mudar essa semelhança, pode-se rebuscar o seu duo variando os intervalos. 

Os trios e quartetos são uma obra de arte à parte. Deve-se usar, sem abusar, os intervalos disponíveis no campo harmônico tocado. Deve-se evitar cruzamento de vozes. Para melhor utilizar as vozes, sugiro a leitura "TEORIA DA HARMONIA FUNCIONAL" e sua aplicabilidade de Hans Joachim Koellreuter ou acesse http://pt.m.wikipedia.org/wiki/Harmonia_(música)#section_3 .

Por enquanto é só.

Espero ter despertado sua curiosidade e tenha logrado êxito,  certamente o melhor caminho para o melhor conhecimento é buscar e se matricular num curso de música mais acessível em sua Cidade. 

Bom proveito!
Deus os abençoe!
Alelos Esmeraldinus
Enviado por Alelos Esmeraldinus em 22/05/2012
Reeditado em 16/09/2013
Código do texto: T3681201
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Alelos Esmeraldinus
Gama - Distrito Federal - Brasil, 95 anos
3767 textos (172829 leituras)
206 áudios (13662 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/09/20 13:28)
Alelos Esmeraldinus