MEU FILHOTE NASCEU

Afoita galhardia!
Nasceu pequena cria.
Pintrix ou Pinto Tadeu?

Madalena de Jesus


 



1 - O QUE É POETRIX?
 

"O poetrix é a forma brasileira de compor tercetos".

É um poemeto contemporâneo criado pelo poeta baiano Goulart Gomes, no final da década de 90. É constituído com no máximo 30 (trinta) sílabas métricas distribuídas em 03 (três) versos (terceto); é uma forma dissidente dos haikais, de origem japonesa. Mas diferentemente do haikai, é exigível o título do poetrix, que não entra na contagem silábica e pode dá complementariedade ao texto.
 

 
2 - ESTRUTURA  DO POETRIX
2.1 - Chamamos de POETRIX RAIZ (PR) o que deu início ao duplix e de POETRIX COMPLEMENTAR (PC) ao que resultou no duplix. 

2.2 - Os versos dos poetrix que compõem o duplix são graficamente separados por duas barras(//), sendo impedido que outras formas de diferenciação sejam adotadas como (fontes, cores etc) 

2.3 - Na elaboração dos versos é desejável a existência de verbos para que a estrutura sintática, sendo obedecida, facilite na clareza e compreensão, embora não seja proibida a seqüência de palavras da mesma classe gramatical. 

2.4 - O duplix deve conter, no máximo, 60 sílabas para que não se perca a concisão e suas características. 

2.5 - A pontuação deve fazer sentido tanto individual quanto duplamente. Ela deve ser usada em cada um dos poetrix para que eles tenham sentido, e, no entanto, obrigatoriamente, estar colocada de tal forma que estejam inseridas corretamente também quando da leitura do todo do duplix. A alteração da pontuação do poetrix raiz, bem como a quebra de versos, só poderá ser feita com o consentimento prévio do autor do poetrix originário. 

2.6 - Fica livre o uso ou não de rimas para preservar a liberdade de criação poética. 

3 - DO TÍTULO 
O título do poetrix complementar, para formar o duplix, deve formar um novo título único, que faça sentido. 

4 - DO TEXTO 
O texto do poetrix complementar, para a formação do duplix, não precisa dar continuidade à idéia original, podendo ter um sentido adverso ao POETRIX RAIZ. 

5 - DA FORMA 
5.1 - Um mesmo poetrix, dada a liberdade de expressão e de criatividade, pode gerar tantos duplix quantos forem desejados. 

5.2 - Devem ser respeitadas, sobretudo, a liberdade para a criação, forma e a escolha de parcerias, ficando porém obrigatório constar o nome de cada um dos autores; 

5.3 - As relações entre os tercetos são abertas à criação e cada poetrix, dentro do duplix, bem como este último como raiz de um triplix (que terá no máximo 90 sílabas), podem gerar novas composições livremente tanto à direita quanto à esquerda ou ainda, ao centro. 

5.4 - Diferentes modalidades de composição podem ser criadas a partir da junção dos poetrix como: o triplix (três poetrix ), o multiplix (quatro ou mais poetrix), o classificatrix (classificados poéticos na forma de poetrix ou duplix), o clonix e ainda, as cirandas de poetrix, que podem ser encadeadas (um poetrix em resposta ao outro). 

6 - FORMAS MÚLTIPLAS DE POETRIX 

TRIPLIX: Idêntico ao duplix, mas formado por três poetrix. 

MULTIPLIX: Idêntico ao duplix, mas formado por quatro ou mais poetrix. 

CLONIX: Poetrix elaborado a partir da substituição de poucas palavras em um Poetrix Raiz. 

INVERTRIX: Poetrix elaborado a partir da inversão de palavras em um Poetrix Raiz, sem subtrair nem acrescentar outras. 

7 - TIPOS DE DUPLIX 

7.1 - DUPLIX SIMPLES: formado pela união de dois poetrix, podendo o PC ser colocado antes ou depois do PR. 

7.2 - DUPLIX COMPLEXO (OU MISTURIX): Formado a partir de dois poetrix pré-existentes que, devido às coincidências de tema, proximidade de intenções e complementaridade formam uma nova composição poética. Pode ser feito por um terceiro poetrixta, juntando poetrix de dois outros poetrixtas ou pelo próprio autor, juntando dois poetrix seus (AUTODUPLIX). 

7.3 - DUPLIX RARO: aquele em que alterada a disposição Poetrix Raiz//Poetrix Complementar, para a posição PC//PR apresenta outro sentido ao final da composição. 

Estudos retirados da Página do Movimento Poetrix
Enviado por Movimento Poetrix em 25/11/2006 
E alterado em 22/11/2008

PESQUISA COMPLETA NA PÁGINA OFICIAL DO POETRIX 
http://www.poetrix.net.br/visualizar.php?idt=301109

POETRIX – DADOS HISTÓRICOS
 
 
O POETRIX tem origem com a publicação do MANIFESTO POETRIX, no livro TRIX - POEMETOS TROPI-KAIS, de Goulart Gomes, em 1999, durante a  III Bienal do Livro da Bahia.
 
Em 2000 seria criado o Movimento Internacional Poetrix (MIP), com coordenadores em diversos estados do Brasil, em Portugal, Argentina e Estados Unidos. O MIP já realizou sete concursos literários e publicou seis coletâneas com a participação de autores do Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia, Venezuela, Estados Unidos, México Espanha, Portugal, Angola e Suíça. Estimulou a publicação de diversos livros e a divulgação de poetrix na Internet, que já ultrapassa a marca dos 150.000 poetrix publicados por centenas de autores (ver www.recantodasletras.com.br).
 
O POETRIX é um terceto contemporâneo de temática livre, com título e um máximo de trinta sílabas proposto, inicialmente, como uma evidente alternativa ao hai-kai, mantendo a sua forma em tercetos mas subvertendo o seu conteúdo, ao admitir título, rimas, figuras de linguagem e um maior número de sílabas.  Maiores informações sobre a sua estrutura, podem ser lidas na BULA POETRIX, em nosso site www.movimentopoetrix.com.br
 
Em 2017, o MIP realizará o lançamento da Antologia Poetrix 5 e promoverá a realização oitavo concurso internacional de poetrix.
 
O CROSTRIX é caracterizado pela desconstrução da palavra, diferente do Palavratrix, que se baseia no fracionamento de um vocábulo em três versos distintos e prontos. Acredito que seja um gênero finito e de poucas possibilidades no nosso idioma, mesmo com toda sua riqueza e vastidão.

O primogênito da série é:

Fruta madura

amor!
amo,
amora

A palavra usada para a elaboração do poema foi - AMORA. É importante observar que somente quatro letras do alfabeto foram usadas na sua construção, ainda assim, observamos que os versos são harmônicos e delicados por natureza. Com a ajuda da pontuação não se percebe solavancos na leitura. Por outro lado, o desejável é que não se use a Licença Poética para forçar o entendimento do poema.

Podemos ir mais longe, que tal um poema concreto usando a mesma palavra?

Amora

a  a   a
m m  m
o  o   o
r       r
        a

Veja que o título e o texto declinam de uma única palavra. Acredito que isto só é viável no nosso idioma.  Por Pedro Cardoso
 
CUMULATRIX,  (por Pedro Cardoso)


Sempre acreditei que o Poetrix carrega em suas poucas amarras, infinitas possibilidades de novos arranjos poéticos. Ele nos proporciona criar parcerias entre autores de diversas tendências e estilos, sem que os poemas percam suas individualidades originais.

Pensando na diversificação poética e na comunhão dos autores, proponho uma nova vertente para o Poetrix, o Cumulatrix. Mesmo sendo um poema limitado a três versos, algo muito pequeno, pode-se contar uma boa história e, em grupos, como as cirandas, o resultado pode ser ainda mais encantador.

O Cumulatrix pode se tornar uma opção para os que estão iniciando na arte do escrever Poetrix, graças a sua facilidade de construção e por ser um poema encadeado, como os contos cumulativos, que parecem ingênuos no formato e conteúdo.

Exemplos:

Cores

vi um pavão
pavão cheio de olhos
olhos de solidão

Mundo animal

o elefante cavou uma vala,
o maior mico do mundo,
imundo o tatu escondeu no buraco

Veja agora o exemplo de uma ciranda:

Bicho Preto

o urubu parecia uma galinha
galinha d'angola,
pescoço pelado igual ao do peru

Pimpão

o peru era o dono do terreiro
ciscava que nem uma galinha pintadinha
que tangia seus pintinhos amarelinhos

Cantando de galo

no terreiro do sítio
pintinhos danados
danados de se ver

Lá no sertão

galos cantadores,
galinhas poedeiras:
aves dos ovos de ouro

É importante observar que as cirandas podem ser compostas por vários autores em diferentes momentos e que, cada um pode apresentar quantos poemas desejar. São como as cantigas de roda.
Estas composições são ideais para a inclusão das crianças no mundo da poesia, no mundo do Faz de Conta.

Devido a flexibilidade do Poetrix e a amplitude das cirandas, podemos criar histórias mais elaboradas,
 e a última palavra do último verso será a primeira do Poetrix seguinte.

Susto

o bicho era grande
grande como uma cobra
mais parecia um lagarto

Aparição

lagarto de fogo
boca grande
cuspindo marimbondo

Meia-noite

marimbondo
bichinho danado
de fazer medo em assombração

 




DUPLIX, TRIPLIX, MULTIPLIX E LETRIX

Duplix, Triplix e Multiplix são formas poéticas derivadas do Poetrix, feitas por duas, três ou mais pessoas, respectivamente.

Transcrevemos abaixo uma correspondência enviada por Tê Soares, uma das criadoras do duplix a qual nos dá explicações sobre tais formas poéticas, com as regras das formas múltiplas e alguns exemplos.
 
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SOBRE O DUPLIX
                                   Caros poetrixtas: 

O Poetrix surgiu de uma brilhante idéia do poeta baiano Goulart Gomes. No nosso entender, o brilhantismo de sua "criação" foi a formação de um grupo de escritores via Internet, em que todos recebem, ao mesmo tempo, os diversos poemas como se fosse uma mesa redonda. Esta troca de e-mails permitiu um maior entrelaçamento de parte a parte. É importante dizer que o grupo é formado por poetas de vários países, o que, com certeza, dá ao poetrix, uma força maior. 

Desse contato, nós, Pedro Cardoso e Tê Soares, começamos a trocar poetrix e a perceber que havia um grande sintonia na compreensão dos conteúdos e nas idéias. Um dia, Pedro encaminhou um poetrix e a Tê não resistiu. Para mexer com ele e sair brincando com as palavras, criou e juntou um poetrix e pronto! Era um autêntico duplix! 

O Duplix não pode ser comparado com os tankas, essa modalidade de poetrix tem que ser elaborada a partir de um terceto pronto. Tem de ser um desafio, ser feito por dois poetas, ter rimas e vida própria. É quase um casamento,onde cada um dos dois já existe, faz sentido e tem seu papel. Ao juntarem-se, formam um casal - o Duplix - que, igualmente, é um ser completo, composto de duas partes entrelaçadas e fazendo um novo sentido. Para saber se dois poetas compuseram um duplix é simples: leia o primeiro poetrix independente do seu parceiro. Leia o do parceiro. Ambos tem de ser compreendidos sozinhos e, juntos, estarem no mesmo assunto, mas sendo outro terceto. 

SOBRE O TRIPLIX 

O objetivo é além de lançar o duplix, agora, também o TRIPLIX, que, em verdade, são apenas uma derivação do poetrix, pois terão que ser obrigatoriamente apresentados de forma separada e em conjunto, ou seja, não poderão ser feitos por uma só pessoa. Essa é a regra de ouro e obrigatória para que nos mantenhamos fiéis à origem e finalidade de ambos.

Além disso, o duplix (e cada um dos duplix que compõe um triplix) não poderá ter mais que sessenta silabas e deverá apresentar as mesmas rimas do poema original para garantir o ritmo e a musicalidade (não importa que sejam na mesma ordem do primeiro e nós temos nos perguntado se isto é viável ou é melhor deixar a rima a critério do escritor, mas como estamos apenas nascendo, ainda haverá muito tempo para errar e acertar...) 

O duplix é, na verdade, um desafio. Acreditamos que a tarefa não seja das mais fáceis, mas é maravilhoso ter intimidade suficiente com as palavras para brincar com elas, além de ser pura arte... (Beijos da Tê ...).
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O PRIMEIRO DUPLIX: 

EU e EU 
Pedro Cardoso // Tê Soares 

Menino carente // menina contente 
feito pinto no lixo // feito quem brinca de cochicho 
rega a vida, enganando a boca // negando a dor, veemente e louca 

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DUPLIX PESSOIX 
Goulart Gomes // Sara Fazib 

um terço de mim delira // a vida me convida 
um terço de mim pondera // o medo me atrela 
outro terço: ah! quem dera! // sou inteira quimera... 

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DUPLIX FLAGRA 
Amélia Alves // Walter Cabral de Moura

Me pegaram de jeito // vigilantes tecelãs 
osculando a manhã tecida // nos teares da alvorada, 
a ouro em pó e praia // sereias douradas. 

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TRIPLIX FLAGRA 

Me pegaram de jeito // vigilantes tecelãs // guardiãs da madrugada 
osculando a manhã tecida // nos teares da alvorada, // na fina malha do tempo 
a ouro em pó e praia // sereias douradas / cavalgando o vento 

Amélia Alves // Walter Cabral de Moura // Sara Fazib 

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O PRIMEIRO MULTIPLIX 

FEROHORMÔNIO MARINHEIRO 

Pressinto-te no ar, // [ no mar ] // navego lentamente //, velas pandas 
Farejo-te no vento. // [ sedento ] // me entrego, // em liberdade, 
Qual bicho ao relento. // [ me rendo ] // como se você fosse uma deusa.// grega. 

Sávio Drummond // [Sara Fazib] // Pedro Cardoso // Fausto 

 
LETRIX
 
Dentre as formas múltiplas do poetrix reconhecidas pelo Movimento Internacional Poetrix (MIP), tem ainda o LETRIX que é um terceto escrito horizontalmente. 

Veja :

1 ► O título, que é a temática do poema, deve ser escrito na vertical,
          e com, no máximo, 7 letras;
2 ► Os seus versos são separados por duas barras (//);
3 ►O poema deve ter, no máximo, 17 sílabas seguindo a contagem poética;
4 ► Utiliza-se uma linguagem figurada e explora-se o inusitado.

 Exemplo de Letrix da Poetisa Mardilê Friedrich Fabre

Morena

M
O
R
E
N
A na varanda // espera lânguida // De repente... paixão.
 
 
Entre os tipos de letrix, merecem a nossa atenção:

A) O letrix simples compartilhado

No letrix simples compartilhado, do lado esquerdo do letrix, outro autor compõe um letrix sobre o mesmo assunto. Observando que cada letrix deve ter, no máximo, 17 sílabas.
 
Seca //Sertão
S
E  S
R  E
 C
à A água ausente // gente sente // morte iminente
O pungente // sol ardente // tristeza comovente.
 
Letrix Simples Compartilhado - 2 autores >>
>Denise Severgnini (Seca)
>Mardilê Fabre (Sertão)
 
B) O letrix pleno compartilhado

No letrix pleno compartilhado, implica que nos versos de cada letrix deve constar os títulos dos letrix anteriores.

Este tipo de poema foi criado por

Pedro Cardoso Machado, Patrícia Essinger, Rejane (Mel) Britto,
Marco Bastos e Sandra Mamede.
A estruturação e sistematização e o nome letrix são de Marco Bastos.
 
Oásis // Microcosmo // Infinito // Estrada
           M
           I
           C
     I     R 
     N    O   O
E   F    C    A
S   I     O   S
T   N    S    I
R   I     M   S céu aberto // no meio do deserto // descanso certo...(1)
A   T   O areia e estrelas //OÁSIS, quase grito // tão perto... – o infinito!...(2)
D  Olar de entrada // segue o MICROCOSMO // mesmo sem saída (3)
A Vai quem quer sair... // OÁSIS, MICROCOSMO, INFINITO // - só precisa ir!...(4)
 
Letrix Pleno Compartilhado - 3 autores

(1) - Mardilê Fabre 
(2), (4) - Marco Bastos
(3) - Regina Lyra 
 
Referência

Movimento Internacional Poetrix
http://www.movimentopoetrix.com/
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Minha Obs: Eu amei fazer todas essas pesquisas. Sou paixonada pelas várias criações textuais que são possíveis realizar com a nossa língua materna.
Ah! Indico-lhe:

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https://www.recantodasletras.com.br/cartas/6676169
 
Pesquisas na WEB e Recanto das Letras
Enviado por Maria Madalena de Jesus Gomes em 03/12/2019
Reeditado em 03/12/2019
Código do texto: T6809938
Classificação de conteúdo: seguro
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