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Linda e Querida Maloca de Aracaju

Antes desconhecida por todos,
Marginalizada, Desprezada e Esquecida,
Nas minhas Entranhas,
Vir meus Filhos perseguidos,
Sem poder fazer nada,
Mim isolei para chorar,
Vendo meu Povo apertado,
No pequeno espaço,
Lutei para sobreviver,
Resistir e estou aqui,
Como Casas de índios,
Maloca de Taipas e de Barros,
De Cobertura de Palhas de Coqueiros,
Que de Carroça ”Eu” ia,
Para Barra dos Coqueiros buscar,
Com passar do Tempo,
Fui á Justiça parar,
De Certo Louco que quis tomar,
A minha Cidadela,
Ás minhas Terras levar,
E deixar os meus filhos, na amargura,
Sem teto, sem porta e sem casa,
Sem Terra e sem nada,
Mas um Bravo Garoto,
Que de Laranjeiras chegou,
Que a Maloca abraçou e aqui ficou,
Mudou a realidade da Maloca,
No meio de tanto Doutor,
Lutou como Guerreiro,
E a realidade de um Povo, ele mudou,
Mesmo desprezado por muitos,
Esse bravo Guerreiro conquistou,
Hoje sou uma Maloca,
Uma Jovem e Linda Menina desejada,
Sou a Maloca de Sempre,
De Muita Gente, De Muitas Negras e Homens Valentes,
Da Arara, Sou do Fruto do Caju,
Sou a Linda e Querida Maloca de Aracaju.
 


Luiz Bomfim(Tinine)
Enviado por Luiz Bomfim(Tinine) em 29/10/2012
Código do texto: T3957367
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Luiz Bomfim(Tinine)
Aracaju - Sergipe - Brasil, 48 anos
153 textos (2257 leituras)
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Luiz Bomfim(Tinine)