Anágua
Se me queres do lado ou do avesso,
Eis que desço do salto que calço
E no encalço forjado de um terço,
Rezo o apreço tão alto e tão falso.
Depois valso o sereno tardio,
E sorrio o meu riso sem cor.
Sinto a dor de um veneno sem brio,
E um vazio no siso em torpor.
Meu senhor sempre está lá em cima,
Seja em mim, seja nelas, que importa?
Minha porta será, pois seu clima,
Sua rima a canela mais torta.
E eu qual morta no cacho de acácia,
Pura audácia da horta de baixo.
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Meus primeiros passos em "Cançao de amigo", Voz lírica feminina.