Um breve sopro
A vida corre, é sombra que esmaece,
um sopro breve em meio à travessia.
No tempo vai, meu ser desaparece,
deixando rastros na melancolia.
O que pensei já foge da memória,
sequer registrei a essência do que fui.
Palavras fluem, traçam sua história,
mas não detêm o tempo que se dilui.
Se o verbo brilha, é luz que não me alcança,
pois sou ausência em meio ao próprio enredo.
O agora escorre e a ilusão me lança
No vago abismo entre o real e o medo,
Me apago aos poucos, sombra que se cansa,
Grão que desliza antes do Sol, mais cedo.
A vida corre, é sombra que esmaece,
um sopro breve em meio à travessia.
No tempo vai, meu ser desaparece,
deixando rastros na melancolia.
O que pensei já foge da memória,
sequer registrei a essência do que fui.
Palavras fluem, traçam sua história,
mas não detêm o tempo que se dilui.
Se o verbo brilha, é luz que não me alcança,
pois sou ausência em meio ao próprio enredo.
O agora escorre e a ilusão me lança
No vago abismo entre o real e o medo,
Me apago aos poucos, sombra que se cansa,
Grão que desliza antes do Sol, mais cedo.