O Santo Sudário
 
No linho repousou a dor suprema,
Marcas de um Deus que ao mundo se entregou,
Imagem que persiste e nos acena,
Mostrando o quanto o Amor se imolou.
 
Cem chibatadas raspam-lhe a pele,
A coroa cravada em sua fronte,
Cada ferida a redenção revele,
Sangue que brilha além do horizonte.
 
Cravos de ferro aos pulsos o prenderam,
Peso da cruz vergando-lhe o vigor,
E sob a lança as dores não cederam,
 
Mas seu semblante, em meio a tanta dor,
Não tem rancor, tristeza ou amargura,
Só a esperança em paz serena e pura.