Silêncio das Águas

No eco do papel, naveguei nas águas pálidas

Não havia margens, senti falta do vento

Da brisa e dos pássaros o doce canto

O papel é jangada nas águas plácidas.

No silêncio, uma folha nua e declarada

Na quietude do poema, o balanço corriqueiro

Sem sílabas ondulando, sem o ar costumeiro

Uma introspecção profunda, sem paradas.

O momento visível feito fogo é sensível

A poesia estava ali na alma vibrante

Nas bordas da folha a elegância perceptível.

Uma suavidade nata se uni a firmeza

A elegância flui com harmonia flagrante

Uma virtude na voz do silencio é certeza.

Marli Franco
Enviado por Marli Franco em 26/03/2025
Código do texto: T8294969
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