Silêncio das Águas
No eco do papel, naveguei nas águas pálidas
Não havia margens, senti falta do vento
Da brisa e dos pássaros o doce canto
O papel é jangada nas águas plácidas.
No silêncio, uma folha nua e declarada
Na quietude do poema, o balanço corriqueiro
Sem sílabas ondulando, sem o ar costumeiro
Uma introspecção profunda, sem paradas.
O momento visível feito fogo é sensível
A poesia estava ali na alma vibrante
Nas bordas da folha a elegância perceptível.
Uma suavidade nata se uni a firmeza
A elegância flui com harmonia flagrante
Uma virtude na voz do silencio é certeza.