Soneto de uma viagem

Quando pra longe passeio

E alguém súbito me acorda,

De pronto desligo a corda

Que a mim me fazia alheio...

Digo pra quem interveio

Que nosso pensar transborda

No silêncio que acorda

O que de repente veio...

Mais!! Quando viajo acordado,

Costumo é estar fazendo

Um verso bem ajeitado...

Mas, ao mundo reclamado,

Volto rápido, esquecendo

O que pensei terminado.