VAIDADE SOCIAL
Quanta ambição se vê no mundo escuro,
Em busca de holofotes, sem parar.
Ego vaidoso insiste em se mostrar,
Mas acender centelha é bem mais duro.
Nas redes surge um brilho tão impuro,
Desejo de, em destaque, se elevar,
Buscando, a est' mundo, impressionar,
Sem nunca ter da alma o brilho puro.
Não passam de vaidosos, na verdade,
Imperfeitos, humanos, transitórios,
Não astros, mas carentes de bondade.
Pois quem busca na fama seus valores,
Despreza os gestos simples, tão notórios,
Onde reside a luz e seus fulgores.
- Antonio Costta