Tédio

Palavra sabida, não a sentira;

queixumes, ora, não os havia.

A mente rodopiava; desistira;

tudo em si eclipsava, revolvia.

Deitava-se, a mente ocupada;

sono tardava, desconsiderado.

Acordava na carcaça fatigada;

despertar limpo, bem aerado.

Mãos paradas, ideias velozes,

coração puro, o mau drenado;

longe pairavam seus algozes.

Vida pulsante fazia acontecer;

ciumentos, invejosos, ferozes.

Tédio é feito para arrepender.

René Henrique Götz Licht
Enviado por René Henrique Götz Licht em 05/03/2025
Código do texto: T8277932
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