RASTROS DE CLARIDADE

O pranto que despejo sobre o resto

daquele amor sincero me alivia

do fardo desta atroz melancolia,

marcada pelo indômito protesto.

A imposição do senso, o manifesto

da lucidez que não obedecia,

agora aceito, minha teimosia

perdeu vigor e menos me molesto.

O resplendor que surge, pequenino,

abranda meus pesares e imagino

veredas abundantes em perfume.

A face do opressor ainda assusta,

mas creio que, ao findar a saga injusta,

será lembrança, apenas, o negrume...