Ode à Lua

(A Stephanie Martins)

“…Ma tu mortal non sei,

E forse del mio dir poco ti cale.”

(LEOPARDI)

Amo-te, ó Lua! Mesmo que, tão só mortal,

Ao amor dos mortais sejas indiferente,

E o excesso de MEU AMOR insuficiente

Em demover-te de teu trono, afinal.

Nos píncaros do cosmo infinitesimal

Te dignas a ver-me e escutar-me, silente;

Pode ser que o faças relutantemente,

Pois… que fazer? Bem sei – sou tão só mortal.

Mas amo-te! E amarei-te, mesmo distante

De meu toque e minha voz, ó Lua bela,

Em plenitude prateada fulgurante!

Amo-te! E amarei-te sempre, ó Lua bela!

Pois, contemplando-te tão plena e distante,

A meu coração trazes a memória DELA!

Galaktion Eshmakishvili
Enviado por Galaktion Eshmakishvili em 08/03/2024
Código do texto: T8015384
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