POETA CERTINHO

Oh, poeta certinho desta aldeia,

com verso inofensivo que agrada

o leitor que trafega nessa estrada

e quando vê algo estranho, logo freia,

vira a página ou fecha o livro, creia.

Oh, poeta de vida rude, iletrada!

Tua poesia não vai dar em nada!

Tem o mesmo sabor que saboreia

qualquer leitor superficial, raso.

Tua literatura é um atraso,

não tem poder de reflexão, nem crítica.

É chover quase sempre no molhado,

dizer o que foi dito no passado,

sem base a quem tem ótica analítica.

Miguel de Souza
Enviado por Miguel de Souza em 28/04/2023
Reeditado em 28/04/2023
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