Elaine


O recluso sonho em paginas mortas,
O etéreo motivo de sonho derradeiro;
Fez de minha alma, solidão as portas,
Um relicário frustrado, por amor primeiro.


E eu ditei meus versos, com saudade,
Proclamando todo meu amor ao mundo inteiro.
Hoje, sei que em minha soledade,
Cintila com fulgor a luz do amor primeiro.


E eu guardo as migalhas sem segredo,
Do meu amor condenado ao degredo,
Desta solidão que dia a dia, me consome.


Proclamando a imagem em meus versos;
Fazendo surgir os sonhos imersos;
Gravando nas paginas seu nome.