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Soneto da rua vazia

Vejo-te, agora, num relance, ó rua,
Por onde vivi quase inteira vida,
Vida feliz, mas ainda sofrida,
Entranhada na intimidade tua...

O recorte do tempo não atenua
A dor de não ver amigos na lida
E de mais  não tê-los na merecida
Paz e ócio que a tristeza amua.

Conforta-me, ó rua, ora tão vazia,
Que guardes em ignotos escaninhos
De muitas gerações tanta magia,

Vistos  na divina sabedoria,
Em cujos inescritos pergaminhos
Tudo, tudo, tudo se mostraria.

Walter Rossignoli
Enviado por Walter Rossignoli em 07/02/2020
Reeditado em 07/02/2020
Código do texto: T6860712
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Walter Rossignoli
Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil
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Walter Rossignoli