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Ai, que angústia meu pobre verso

Ai, que angústia meu pobre verso,
foi-se o último pássaro no poente.
Agora, só o silêncio e o negro universo,
sem estrelas nos olhando tristemente.

Repousa em mim como à princesa
num castelo, ermo e tristonho...
Ó esperança, sob a lájea da tristeza,
morto, ali, meu pobre sonho.

Vós que voastes por este céu,
outrora de astros iluminado,
vestes agora d'angústia o negro véu.

E as folhas pendem como no outono...
Meu verso juntos como o lírio e o prado,
partiremos para as brenhas do eterno sono.
ThiagoMac
Enviado por ThiagoMac em 05/01/2020
Reeditado em 07/01/2020
Código do texto: T6834519
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
ThiagoMac
Itirapina - São Paulo - Brasil, 36 anos
409 textos (4829 leituras)
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ThiagoMac