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SONETO AO SUICIDA

Quem morre mata também os sonhos
Covardia, autoassassinato
Fugindo dos problemas medonhos
Tratando o corpo como um trapo.

Rasgando vísceras sanguinolentas
O plácido de o nada a confrontar
Liberto das crises virulentas
Das dores que não podia calar.

Quem morre mata sonhos dos vivos
Pulverizando lindas esperanças
Vivos e tão afetivos mendigos.

Olhos abertos, esbugalhados
Dores ampliadas continuam
Problemas devem ser desafiados.


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                 ESPAÇO DAS INTERAÇÕES POÉTICAS


Libertar-se da matéria,
Tendo a alma doente,
É mergulhar na miséria,
Noutro plano diferente...

     (Jacó Filho)


O gravame incide no próprio ato
que aflora da subconsciência,
dia a dia, numa homeopatia
inversa da tortura degradante a deteriorar,
gradativamente, o corpo pela alma
ou a alma pelo corpo.
Suicidas inconscientes do presente,
vivem em homenagem contínua às cinzas...
antes mesmo de nelas se transformarem.


            (Poeta Carioca)
Aldrin M Félix
Enviado por Aldrin M Félix em 09/07/2019
Reeditado em 12/07/2019
Código do texto: T6692024
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Aldrin M Félix
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil, 43 anos
431 textos (59162 leituras)
2 áudios (87 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/08/19 23:36)
Aldrin M Félix