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Veja o humor ou ironia fina em Mário Quintana: a filosofia da invenção do tempo, teologicamente superação do tempo cronológico.


                Ah! Os Relógios

Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...

Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...

Em Mário Quintana, vê-se a tensão tempos cronológico e não cronológico. O psicológico se assemelha ao eterno, eternidade. Para Deus, tudo é agora, tudo acontece no momento presente. Não há passado e futuro.
Por isso, Deus tudo conhece. Seu espírito sonda o coração e a mente humana. Ele nos conhece totalmente, interiormente.
O Salmo 138 (139) " - Tu me conheces quando estou de pé..." indica essa direção do ato de criar como início da vida humana, início do tempo cronológico.
Deus nos salva na efemeridade de nossa frágil e limitada condição temporal. Ele age no tempo presente sempre... atualizando nossa salvação pelo sangue de Jesus de modo misticamente não cruento. Porque para Deus como se Jesus no seu ato perfeito de nos salvar com o seu sangue derramado na cruz novamente se atualizasse no mistério eucarístico "- Fazei isso em memória de mim..."
Então Deus nos salva agora e hoje... Não amanhã e depois, ou ontem e antes de ontem.
Ora, esse é o tempo Kairós - a intervenção sutil ou explicita de Deus no ato de nos manter vivos, nos salvar, nos elevar ao seu trono.
Esse é o mistério da fé que professamos quando acreditamos que Deus é poderoso, amoroso, infinitamente bom, não nos castiga segundo nosso pecado.. Está Deus sempre pronto a nos perdoar.
Nós também podemos perdoar em nome de Jesus sempre.
A Oração do Pai-Nosso significa essa atualização da fé e na compreensão de que nós somos colaboradores com Deus no amor ao mundo e no perdão a nós, aos outros... Perdoando sempre que necessário. Inclusive, os erros históricos da nossa Igreja, procurando fazer nossa parte por um mundo menos violento, mais ético e fraterno, segundo o santo projeto de Deus.
Kairós e cronos se alinham no plano de Deus para o bem do homem desde toda a Eternidade, ou desde que fomos queridos e amados por Deus, eternamente ou a partir do momento de nossa existência.
O Futuro a Deus pertence! Quando participamos dele, com opções no presente que se tornam éticas e significativamente boas e saudáveis na linha de nosso tempo (passado em direção ao futuro: somos seres em aberto até a morte: na eternidade é o aprendizado eterno na visão e bênção de Deus e dos Bem-aventurados.
J B Pereira e http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/cadernos_pedagogicos/ativ_port2.pdf
Enviado por J B Pereira em 01/08/2018
Reeditado em 01/08/2018
Código do texto: T6406746
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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J B Pereira