Borboleta

Bole suas asas,

Mire metas com seus olhos de vitrais

Esquadrinhe os canteiros da sua “plaza”

Pinte com cores claras os vendavais

Mascare o cio com o seu perfume

Suave eufemismo dos feromônios

Roube a luz dos vagalumes

Se faça um legítimo encômio

Sua montagem é metamorfose

Revolve-se dentro da crisálida

Por fim, ladra de doces em doses

Efêmera vida, de duração combalida

Rasto e sobras da primavera no estio

Em manchas, improvisação do atavio

Roberto Chaim
Enviado por Roberto Chaim em 30/07/2018
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