MAU PSICOGRAFIA

O poeta se diz um fingidor

Por não declarar a dor que sente

Mas, poderia ele falar ao confessor

O que em seu peito existe realmente?

Do mal oculto que o consome

Sente dilacerante agonia invisível

Capaz de apagar d’alma, feliz nome

Que outrora revelou alegria indizível

E quem não sente uma dor assim

Pois no coração, o amor surge sem fim

Melhor lhe fora alicerçar-se de paciência

Não sentindo o insano desejo da loucura

Que destrói a nítida consciência dura

Que mata e vivifica, apagando a existência

Quinho Barreto
Enviado por Quinho Barreto em 24/03/2018
Código do texto: T6289821
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