Nas madrugadas
A madrugada é a paz de espírito de um poeta,
Dizem, talvez para justificarem este momento
Em que a alma de poeta divaga pelo firmamento,
Abandona o rol dos mortais e se torna asceta.
Sua alma vagueia pelas vespertinas brumas,
Atenta às mais nebulosas formas e aparências,
No olor da madrugada sente da amada a essência
A esvoaçar entre seus devaneios como se plumas.
Após revolver-se, insone, entre os lençóis macios,
Digladiando-se entre a dor da revolta e a calma,
Ao sentir-se de novo só, em seu leito ora vazio.
Nestas intermináveis madrugadas solitárias e frias,
Quando, enfim, liberto de sua tão sofredora alma,
Com o sangue de sua dor, se descreve em poesias.
A madrugada é a paz de espírito de um poeta,
Dizem, talvez para justificarem este momento
Em que a alma de poeta divaga pelo firmamento,
Abandona o rol dos mortais e se torna asceta.
Sua alma vagueia pelas vespertinas brumas,
Atenta às mais nebulosas formas e aparências,
No olor da madrugada sente da amada a essência
A esvoaçar entre seus devaneios como se plumas.
Após revolver-se, insone, entre os lençóis macios,
Digladiando-se entre a dor da revolta e a calma,
Ao sentir-se de novo só, em seu leito ora vazio.
Nestas intermináveis madrugadas solitárias e frias,
Quando, enfim, liberto de sua tão sofredora alma,
Com o sangue de sua dor, se descreve em poesias.