Morte ao Rei
Pode o carrasco errar na efígie morta
Do Rei, por quem um dia dera a vida
À espera da desventura ali sofrida
Infausto e saudoso na marcha a porta.
A plagiar os modelos que não importa
O inimigo na extrema e vil partida
A proferir no que sente a alma sem vida
Do pai do Rei até o machado que corta.
A flor negra da execução sumária
Do maldito feitor na tez arbitrária
Vai morrendo e entrando no cercado.
Vai à terra fria na voz do Gólgota
No sangue do soberano gota a gota
Enegrecido na tez de horror marcado.
DR FLYNN