Morte ao Rei

Pode o carrasco errar na efígie morta

Do Rei, por quem um dia dera a vida

À espera da desventura ali sofrida

Infausto e saudoso na marcha a porta.

A plagiar os modelos que não importa

O inimigo na extrema e vil partida

A proferir no que sente a alma sem vida

Do pai do Rei até o machado que corta.

A flor negra da execução sumária

Do maldito feitor na tez arbitrária

Vai morrendo e entrando no cercado.

Vai à terra fria na voz do Gólgota

No sangue do soberano gota a gota

Enegrecido na tez de horror marcado.

DR FLYNN

Dr Flynn
Enviado por Dr Flynn em 27/06/2007
Código do texto: T542822