Futura Agonia

Premente e só nos jazigos eivados

Assombração dos ermos cemitérios

Causas de dor nos frios deletérios

De quem transa por túmulos maculados.

O baixo crânio no infausto que freme

Melenas nos espelhos dos reflexos

Por entre camas e ciúmes dos sexos

Advento do caixão num morto que preme.

Não és ninguém na turva sorte lenta

Adro sinistro que a ela ainda atormenta

Nos aludes da fantasia que governa.

Futura Agonia no ocaso que persiste

Lívidos ao olhar a cova que abriste

Para castigar-me na morte eterna.

DR FLYNN

Dr Flynn
Enviado por Dr Flynn em 22/06/2007
Código do texto: T536857