Futura Agonia
Premente e só nos jazigos eivados
Assombração dos ermos cemitérios
Causas de dor nos frios deletérios
De quem transa por túmulos maculados.
O baixo crânio no infausto que freme
Melenas nos espelhos dos reflexos
Por entre camas e ciúmes dos sexos
Advento do caixão num morto que preme.
Não és ninguém na turva sorte lenta
Adro sinistro que a ela ainda atormenta
Nos aludes da fantasia que governa.
Futura Agonia no ocaso que persiste
Lívidos ao olhar a cova que abriste
Para castigar-me na morte eterna.
DR FLYNN