NO SEIO DAS LENDAS         (reeditado)
                    ”... Ainda habitareis em tendas
                     como nos dias de solenidade.”


Se a lira que eu canto nessa noite mansa
Partisse na bruma ao seio das lendas,
Contente a seguia, num mar de bonança.
Partia com a lira às místicas tendas!

Tendas de além-mar, onde a vida descansa,
Onde ao Fogo Eterno se deitam oferendas,
Recebam de mim, neste dom tão criança,
Os versos que eu trouxe das minhas vivendas.
.................
O crisol do tempo esmerou meu sentido,
Meu fado dorido, minha lira, meu canto,
E busco nas lendas de um povo esquecido

Encontrar essa musa que em noites de pranto
Inspira-me tanto. ...E num parto sofrido
Nasce o poema, o consolo – o mais doce acalanto!...


                      SGV. Cerejeiras, RO, 21/04/95
Sidnei Garcia Vilches
Enviado por Sidnei Garcia Vilches em 27/06/2015
Código do texto: T5291191
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