Cálida Alcova
Na desordem da mais horrenda folia
Afresco da noite em procela escrava
O punhal no coração ainda fincava
Da orgia impertinente no odor se perdia.
Bramia palavras desconexas e tecia
Na noite o dia enfim vinha e provocava
Com ruído de prazer crível era brava
A meretriz se abalava e estremecia.
Lá desde o alto dos recônditos cabelos
Jaz desde o centro dos venais mouriscos
Houve temor na cama, no arcano em elos.
Pois dava seu corpo ameaçando os riscos
Com estocadas fortes, mordisco seus bicos
Relâmpagos de prazer por entre os singelos.
DR FLYNN