UNIVERSO

Ergo a vista em linda noite que de estrelas o céu tece

Detendo-me na imensidão de pontos a brilharem incessantes

Pequeninos vaga-lumes que à distancia parecem

Enfeitando a abóbada com brilhos cintilantes

E me perco em pensamentos que se estendem em mil instantes

A meditar sobre a razão de visão tão delicada

Por que uma bela e doce noite enluarada

Pode trazer a tona questões tão intrigantes?

E minha compreensão faz-se ainda quimera

Em face de reflexões que em multidões me apanham

De um universo cuja grandeza não se acompanha

Cá de tão minúscula e jovem esfera

O Mestre disse: “ na casa de meu Pai há muitas moradas”

Seria o infinito universo o lugar de todas elas?

Érica Cinara Santos
Enviado por Érica Cinara Santos em 20/08/2014
Reeditado em 20/08/2014
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