de tão faminto

Eu quis poder mudar meu nome

e reescrever nossa história

quis alterar minha memória

apagar de mim, toda esta fome

Quis você, por alimento

teu coração e tua mente

quis ser teu eternamente

não só em pensamento

Mas findei aqui, neste recinto

seco, estéril e sucinto

com um verso preso nos dedos

pereci ante aos teus medos

como uma esfinge sem segredos

me devorei, de tão faminto

Rômulo Maciel de Moraes Filho
Enviado por Rômulo Maciel de Moraes Filho em 12/08/2014
Código do texto: T4919630
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