Escarlate

Em noite de breu solitário

A sua falta consome a razão

Funde-se a alma ao silêncio

A saudade que abrasa ilusão

A insônia apavora em delírio

Embaraça e replica o coração

Um suspiro mergulha no vazio

Rompendo estática solidão

Sozinho. À espera da luz obscura

Veste-me de escarlate. Emoção.

Erupção flui a deriva. Ternura.

O escuro vira sol: fogo e paixão

Na penumbra cativo a candura

Reflete a ausência na escuridão.

Ma Socorro

ma socorro
Enviado por ma socorro em 29/05/2014
Reeditado em 30/05/2014
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