Náufragos de outrora

Sem destino serpenteio em noites escuras na ilha sem nome, pelas dunas desliso meus pés, noites geladas dias escaldantes ao passo adentro em trevas, escuridão, não vejo, em um rito descalço os pés em mares históricos de outrora, ao semblante sonho ou realidade?

No sombrio da noite a magia do encanto se transforma de sonho ao delírio, ai vem piratas e medusas, que da ilusão ressurgem do nevoeiro esbranquiçado, ressurgem ao eco do abismo obscuro, se vai ao long incoo, refletidos por duas luas perfeitas irmas.

Afinco despeço-me do náutico ilusório, da barcaça inexistente, da nau de luar perfeito, vejo prosseguir com olhos tristes semblantes caídos do passado distante, em vestis retalhada do tempo hostil.

Ao horizonte destroços do amor se transformara em pó, e nos raiares de outrora transportou-se de olhos fitos sentada ainda na varanda de madeira envelhecida que juntos envelhece ao tempo viu.

Adryane Abreu
Enviado por Adryane Abreu em 09/12/2013
Reeditado em 10/12/2013
Código do texto: T4605002
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