MIRANTE DA SOLIDÃO
 
SONETO
 
E só digo... Reafirmo com certeza
Transbordo-me e se falo podes crer
Sinto o sol a queimar-me com pureza
Só me excluo, se tiver que concorrer...
 
Pra que pressa no amor há liberdade
Envolver-te a mim jamais será maçante
Querer-te em meus braços co’ a verdade
Breve a lua desnudará em seu mirante...
 
Sim, te amo... Não duvides nada peço
Sol e lua tão distantes, mas tão mero...
Se o céu toldar já por ti tenho apreço.
 
Com carinho deflagrar essa paixão
Que incandesceu nas lacunas do ermo
No deserto o fogo aquece o coração.