Soneto da Memória do Amor


Não acredito em amores perdidos,
nem no fim do sonho que se sonhou;
pois são momentos sempre revividos,
num coração alado, em voos de amor.

Se os amores nunca são esquecidos
e foi a memória que os guardou,
um dia podem nos ser devolvidos,
se o presente semelha o que passou.

A memória do amor, se nome tem,
é etiqueta fácil de se mudar
e, com o tempo, tem nome de alguém

Que, hoje, pelo fulgor de um terno olhar,
traz do passado todo o encantado bem
de qualquer amor guardado para se dar!..







 
Santiago Cabral
Enviado por Santiago Cabral em 01/12/2012
Reeditado em 04/05/2015
Código do texto: T4014211
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