SEI LÁ DO AMANHÃ

Sei lá do amanhã. Não importa...

A tese do destino indigente

Se abre para mim a sua porta

Refaço a teoria do sol nascente.

Não existe verdade absoluta

Preposição entre futuro e presente

Se os resultados de mim refuta

Calo- me diante do absolvente.

Todo argumento tem sua usura

Move-se no objetivo displicente

Perde-se nas entrelinhas da lisura.

Então, sei lá do amanhã, água turva

Que dissolve-me qual abluente

Perco-me nas linhas de sua curva.

Sonia de Fátima Machado Silva
Enviado por Sonia de Fátima Machado Silva em 16/05/2012
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