Coração

Como dói meu coração sofregamente

na esperança dos doentes renegados,

esperando sentimentos abastados

de um alguém que está caído e tão doente.

Esperança que não passa facilmente,

coração que, só, relembra dos passados

remoendo nosso riso e pranto alados

e o laurel que cintilava de contente.

Neste pélago de dor e muito pranto

tudo é sul e o coração não vê o norte:

sem ofício, sem prestígio... Sofre tanto!

Valeria um ombro amigo, mas a sorte

não plantou sequer o germe do quebranto

e, por isso o que ele anela é só a morte!

14/10/2011 20h12

Cairo Pereira
Enviado por Cairo Pereira em 16/10/2011
Código do texto: T3279646
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