POEMA INACABADO


Quisera escrever um poema de amor,
em que registrasse minhas memórias,
dissesse das fraquezas e glórias...
Saudades provocadas pela dor.
 
Um poema simples íncola d’alma,
que falasse das dúvidas do olhar,
da beleza que sinto ao te gostar,
de tua tez delicada que me acalma.
 
Versos tão reluzentes de desejos,
da sequela brilhante em céu estrelado,
do reflexo da lua no mar prateado...
 
No entanto foram só certos lampejos,
não há verbo, resta só lume dourado...
Guardo comigo um poema inacabado.

  
Um presente poético no talento reconhecido de Oklima. Muito obrigada, Odir.


POEMA A UM RETRATO

                                   

Olhos verdes que giram. Girassóis,
entontecendo os olhos meus a luz,
dos desejos desertos qual faróis
em meus sonhos, de cores quase nus.

Sombra de sangues sacros nos lençóis
roçando o rosto.O rito de um capuz,
primevas possessões de antigos sóis,
dos pecados pensantes minha cruz!

Não sei se ousadia ou se recato
revela o rosto seu, tendo por tema
de promessas de amor o próprio ato.

Só sei, das emoções a mais suprema,
que deliro ante um místico retrato
e dedico ao retrato este poema.

                                       Oklima
                              JPessoa, 13.01.2011

 


Imagem Google


Elen Botelho Nunes
Enviado por Elen Botelho Nunes em 13/01/2011
Reeditado em 14/01/2011
Código do texto: T2727638
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