Nascida a dois de agosto

Adornei um dois de agosto

No mundo, ganhei o meu posto

Bateram-me, para o pulmão eu inflar

E um grilhão no pulso, a me identificar

Passei a cumprir etapas

Que importa se na Penha ou na Lapa?

Onde Castro Alves a escravidão maldiz

Criança, ali...eu fui feliz

Da Igreja São Raimundo,

Foi dali que li o mundo

E foi no banco da escola

Onde a poetisa a língua amola

De fala afiada, cresceu a mulher

A Sol que agora, o mundo quer

Que sonhos de outros poetas afeta

É Sol, é Dantas, não é mulher incerta

Que fez da rima seu doce encosto

Esta menina de dois de agosto

Roberto Chaim
Enviado por Roberto Chaim em 01/08/2009
Reeditado em 01/08/2009
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