Escultor

Desenhei meu ideal em um soneto

Vestido de sorte, de fé e um amuleto

De rimas montei seus seios

e de ritmo, os seus meneios

Incertos, variando com a inspiração

Defini um volúvel coração

Um mapa que encontros indica

Aonde eu vou, onde vc fica

Uma mulher carregada de malicia

que todos meus quereres alicia

que toda de mim há de ser

Submeta-se ao meu cinzel

Vista-se de ideal, em meu papel

Assim devaneios em verdade, há de se converter

Roberto Chaim
Enviado por Roberto Chaim em 21/03/2009
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