Pala e Meia

Em teu seio o repouso; és meu dom desde então.

De antemão já te aviso: há mais vida no vento!

Teu alento eu preciso, assim, tal qual refrão,

Da canção que ora eu ouso, tomar por sustento.

Se me atento a tua face, o olhar tão mais liso

Eis que piso em macio, em tais flores eu pouso

E em repouso sorrio; és presente ao sorriso...

Que o juízo me enlace, seguir-te eu já ouso...

Quero um pouso em teu colo; a pureza qual rio,

Que o vazio de um verso, uma sombra que passa,

Brinda taça que verso: és a dama, em meu brio,

Casario em meu solo, uma flor que trespassa...

E faz praça, por rua; és meu som, meu reverso,

Universo, és tu nua: oh, repouso, em meu veio!

Para Eliane, como sempre...

Amargo
Enviado por Amargo em 17/02/2009
Código do texto: T1444797
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