INOCÊNCIA

De ti, apenas tolas e vãs lembranças;
De mim as fugas, sempre meus atropelos.
Dos outros, rasgos vitais, dessemelhanças;
De nós somados, confusos, nossos selos.

Entre os desejos e outras das tais vontades,
Por tantos meios, superação e graça.
Enquanto luzes, palavras e verdades,
Porquanto sombra, na ilusão da trapaça.

Vários guardados, sinais do tempo inútil;
Respingos, ciscos, restos de algum painel,
De tempestades, forma de dor servil.

Rugidos fortes, espanto e agudos gritos,
Raios sem brilho e os duros afrontamentos,
Eternas formas de inocentes conflitos.


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